Exposições Itinerantes

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - Ciência para o desenvolvimento sustentável

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) tem como principais objetivos mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia (C&T), valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Pretende mostrar a importância da C&T para a vida de cada um e para o desenvolvimento do país. Ela visa, ainda, inteirar a população brasileira acerca dos resultados, relevância e impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações.

A SNCT é de responsabilidade do Ministério da Ciência e Tecnologia que, aliado com os governos estaduais e municipais, vem ocorrendo desde 2006.

As atividades que acontecem durante a Semana são das mais variadas, sempre integrando ciência, cultura e arte; das formas de intercâmbio entre as mostras e a população, destacam-se as tendas montadas em praça pública, que recebem grande fluxo de visitantes.


Em 2010, ano internacional da biodiversidade, a SNCT mobilizou pesquisadores, cientistas, estudantes, artistas, leigos e muitos outros entre os dias 18 e 24 de outubro, trazendo para a sociedade o seguinte tema: Ciência para o desenvolvimento sustentável. É importante ressaltar a atualidade do tema no contexto de demanda por preservação do meio-ambiente em que se inscrevem as sociedades de hoje, que não podem mais dissociar desenvolvimento sócio-econômico da sustentabilidade.
Na cidade do Rio de Janeiro, houve as Tendas da Ciência e Inovação (Cinelândia), Ciência Sustentável (R. Jardim Botânico) e Ciência em Campo Grande.


Para a Tenda da Ciência e Inovação, além de instituições de pesquisa, ciência e tecnologia como Instituto Ciência Hoje, Casa da Ciência, FEBRACE, FINEP e PETROBRAS, foi convidado pela organização do evento nacional no Rio de Janeiro o Museu da Maré, que com a exposição “Memórias da Maré” expôs parte de seu acervo convidando o público a interagir não somente com a ciência e tecnologia, mas também com a memória da região do Complexo da Maré e sua relação com o meio ambiente.


Um público heterogêneo visitou a exposição, indo desde japoneses, peruanos a cariocas ou turistas brasileiros, de diversas classes sociais e de diferentes níveis de escolaridade; algumas pessoas conhecendo só então essas memórias, outros relembrando de experiências idênticas ou similares.


O Museu da Maré cumpriu o seu maior objetivo que foi o de levar aos que desconheciam a trajetória da Maré outras vertentes da sociedade brasileira, fomentando através de imagens e objetos a reflexão sobre a sociedade e a importância da preservação e apropriação da memória. E também a pensar a relação do desenvolvimento urbano com o meio ambiente, tendo em vista que foi sobre manguezais, o ecossistema mais degradado no Brasil, que se expandiu ao longo de décadas as comunidades que compõem hoje o bairro Maré.


A participação coma a exposição “Memórias da Maré” foi muito bem apreciada, tendo sido um meio de divulgação do trabalho de preservação da memória e de reafirmar a vocação que tem do museu para o diálogo com a sociedade.

Expo Brasil Desenvolvimento Local

O Rio de Janeiro sediou a 9º edição da Expo Brasil Desenvolvimento Local entre os dias 1º e 3 de Dezembro, no Centro de Convenções SulAmérica.


Em número de visitantes, mais de 2 mil pessoas vindas de todas as regiões do país e do exterior conferiram a diversidade de experiências da nona edição da Expo Brasil, idealizada para ser um encontro nacional de todos os interessados em apresentar, conhecer, debater e impulsionar iniciativas de desenvolvimento local no Brasil.


Na categoria tecnologia social, o Museu da Maré junto à outras inicitaivas como Ecomuseu Santa Cruz, Guardiões da Memória, Subúrbio Carioca, Versão do Passado e o Museu de Favela dialogaram entre si e com o público sobre suas propostas em comum: identidade cultural, otimização de espaços marginalizados e descontrução de estereótipos.


Além da exposição em conjunto dos projetos de tecnologia social, o acesso à comercialização e a serviços financeiros para empreendimentos solidários e para micro e pequenas empresas; a economia verde (o meio ambiente como ativo do desenvolvimento) e a cidade criativa & economia criativa (a cultura como ativo do desenvolvimento) completaram o eixo da proposta da Expo Brasil Desenvolvimento Local 2010, que vem propondo desde a primeira edição do evento o debate com a sociedade no sentido de reforçar a importância da integração entre desenvolvimento social, cultural e econômico, ao mesmo tempo que preserve o meio ambiente e garanta a sustentabilidade dos recursos naturais.

Câmara Municipal do Rio de Janeiro



Durante a semana de 17 a 21 de maio de 2010, esteve aberto ao público, na Câmara do Rio, a exposição “Rede Memória da Maré”. A mostra reuniu fotos, mapas, vídeos, documentos e objetos cedidos pelos moradores da região.

A iniciativa foi do vereador Paulo Messina. A exposição foi concebida pelos coordenadores do Museu da Maré, Markito Fonseca, Marcelo Vieira e Luciano Ribeiro, tendo como objetivo homenagear as vivências e resitências dos habitantes desse complexo de comunidades que dizem tanto da história regional e nacional.

Durante a semana de exposição, a comunidade da Maré também foi homenageada por meio de diversas ações legislativas, como a concessão da Medalha Pedro Ernesto ao Museu, a entrega de Moções de Congratulações e Louvor á Associação de Moradores do bairro, bem como apresentação de projeto de Lei que institui a Semana da Maré entre os dias 1º e 8 de maio.

No primeiro dia da exposição, quando houve as congratulações, artistas da Maré integrantes do grupo Contadores de Histórias aproveitaram a ocasião para reviver alguns “causos” intrigantes do imaginário social da Maré.

O público pode conferir a exposição no saguão José do Patrocínio, na entrada principal da Câmara do Rio.

Museu da República



A experiência de realização de uma exposição em 2004 no Museu da República, utilizando a linguagem museográfica e de uma instalação no Castelinho do Flamengo utilizando imagens do acervo da Rede Memória com uma liguagem artística e etnográfica, demonstraram ser possível a constituição do Museu. Em 2005, com recursos oriundos do Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura e o apoio técnico do Departamento de Museus do IPHAN, foi iniciada a implantação do Museu da Maré, que veio a se concretizar no dia Oito de maio de 2006.